O que mudou depois dos 50 anos de idade no mercado de trabalho?
Após o surgimento da tecnologia digital e da crença de que o que é jovem possui melhor qualidade para um desempenho mais eficiente nas organizações empresariais, o mercado de trabalho em sua maioria tem se mostrado retraído em relação à contratação de trabalhadores com mais de 50 anos de idade.
É óbvio que há empresas que são exceções e acreditam na experiência e formação das pessoas com mais idade, e as contratam; mas, segundo pesquisas, essas empresas não configuram a maioria das organizações no Brasil.
Antes de aprofundarmos essa discussão, vamos conhecer as três gerações que representam o cenário atual no mercado de trabalho.
- A geração “X”, que são os nascidos no início de 1960 até os primeiros anos da década de 1980. É a geração do disco de vinil, CDs, fax, da marca Volkswagen, TV aberta, jornais impressos, da brincadeira na rua, das cartas escritas, essa geração possui preferência pelo atendimento presencial – o famoso “olho no olho”.
- A geração “Y”, que são os nascidos em meados de 1980 até o final da década de 1990. Essa geração nasceu com a internet, os smartphones, as redes sociais, marcas como Apple e Microsoft lembram essa geração, ela valoriza o streaming, viagens, shows, produtos sustentáveis e artesanais, usam apps bancários e compram pelo e-commerce.
- A geração “Z”, que são os nascidos no século XXI, chamados de “nativos digitais”, porque nasceram após a revolução digital, valorizam o TikTok, Twitch, YouTube. É a geração das marcas Amazon, Nike, Samsung, Galaxy, valorizam influenciadores, criadores de conteúdo, gamificação, desafios virais, interagem com marcas por memes, o consumo é orientado por valores, autenticidade e identidade.
Vamos agora conhecer as características de cada geração na tabela a seguir:

Mas, o que seria etarismo que tanto se fala ultimamente?
O etarismo é o preconceito ou discriminação contra pessoas por causa da idade, especialmente contra idosos. Quando falamos em etarismo no mercado de trabalho estamos falando não apenas de preconceito, estamos falando de falta de conhecimento, carência de informação e julgamento precipitado de quem adota o etarismo como bandeira, gerando um afastamento e constrangimento, por vezes, de quem mais poderia contribuir com a sociedade: todos aqueles que são da melhor idade.
As três gerações aqui apresentadas possuem qualidades e problemas – ninguém é perfeito. Se por um lado a geração X possui mais experiência, demonstra maior lealdade e apresenta visão estratégica com planejamento eficiente; por outro lado, as gerações Y e Z possuem maior conhecimento no uso da tecnologia digital, destreza em multitarefa e agilidade nas tarefas. Portanto, significa que criar relações entre as gerações é saudável para a organização empresarial: a troca de conhecimentos, habilidades e atitudes são fundamentais.
Todos podem aprender algo importante com todos da equipe.
A cultura organizacional precisa estar preparada e alinhada com os novos tempos, mesmo porque a população no Brasil conta com mais idosos e maior longevidade como nunca havia acontecido, e ao mesmo tempo, o IBGE registrou em 2022 uma taxa de fecundidade de 1,55 filho por mulher – a menor na história do país (o que indica que, no futuro, haverá menos crianças do que há hoje).
Assim, a sociedade está mudando na sua configuração familiar e na realidade dos idosos, que já estão se tornando “idosos digitais”. As empresas que não se adaptarem a essa nova realidade intergeracional ficarão pelo caminho; isto é, elas ficarão tão envelhecidas, que irão correr o risco de fechar suas portas.
Algumas recomendações para a geração X no mercado de trabalho:
- Atualização permanente da linguagem digital.
- Interatividade com todas as gerações.
- Abertura para conversar sobre problemas com os colegas de trabalho.
- Manter sempre a leitura em dia e lembrar de atualizar o currículo.
- Fazer exercícios físicos (mente sã, corpo são).
- Criar uma rede de conexões, principalmente no LinkedIn.
- Manter a comunicação com os colegas: cada dia é um novo dia.
- Atualizar-se com informações técnicas da área de atuação.
- Criar novos planos para o futuro e agarrar as oportunidades.
Acreditar sempre, com otimismo e alegria, no que virá.
SOBRE O AUTOR
Edson Fernandes é Escritor, Doutor em Comunicação, Mestre em Educação, Especialista em Psicanálise, Educação Especial e Inclusiva, Psicopedagogia. É Autor de Livros e Artigos Científicos. É Professor Universitário de Graduação e Pós-Graduação. Atua como orientador de alunos de mestrado e doutorado na América Latina. É pesquisador e consultor empresarial. Escreve roteiros e adaptação de peças de teatro. É docente de Pós-Graduação e Graduação em História da Arte, Poesia Técnicas de Redação, Comunicação e Educação.
Ele escreveu esse texto especialmente para a Conexão Melhor Idade. Obrigada!
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