Escuto muitas histórias que tiveram inícios lindos, impactantes e que após um tempo acabam de forma feia, não condizente com a história vivida. Os motivos são vários, desde a falta de coragem para enfrentar uma conversa, que poderia ser libertadora para ambos, até a forma como alguns viventes lidam com as emoções, e não estou falando de adolescentes.

Sumir sem se explicar refere-se a uma ação conhecida em inglês como ghosting. É um termo amplamente utilizado para descrever o ato de interromper abruptamente toda a comunicação com alguém, sem fornecer qualquer aviso ou justificativa para a decisão. O tema é muito revelador em qualquer idade, desde sempre.

Sou do time que fala, não só porque tenho a Comunicação na minha formação, mas principalmente porque respeito os sentimentos do outro. E você? Em qual tribo se identifica? A experiência até pode não ter sido tudo isso, mas e para o outro? Será que vou desestabilizar algum sentir? Contribuir para disparar um gatilho emocional? Ser lembrada como a pessoa que não acolheu?

Na dúvida, procuro sair com a dignidade que entrei. Enfrento de frente, por mais doloroso que seja qualquer desfecho. Olho no olho, palavras cuidadosamente colocadas, para poder seguir na paz. Deixar o seu melhor nunca será fraqueza, é qualidade de caráter.

Ainda existe a máxima que o mundo gira e que tudo pode acontecer comigo também, então sou parceira de mim mesma, do início até o fim, de cada capítulo. Se precisar fechar o livro, sem ter concluído a respectiva história, aceito que esse momento chegou, independente da minha vontade, do meu querer. Nada nunca será em vão.

Quantas lições a dor ensina! Ela nos prepara para as próximas etapas com a sabedoria de quem já trilhou por aquele caminho, mesmo na adversidade. Todos desejamos que o final seja leve, mas em se tratando de encerramento, a parte da dor virá junto, para um lado ou para ambos. A receita, quem sabe, seja não fugir, mas enfrentar para depois poder seguir com o coração mais leve.

Enquanto alguns escolhem o medo, eu vou com a coragem, respeitando o meu sentir e reconhecendo que se já ultrapassei outros momentos desafiadores, então esse também será vencido. A maturidade ensina que o luto de alguns términos será inevitável, mas pode ser concluído com a sabedoria de quem já atravessou muitos portais e sobreviveu. Entre mortos e feridos existem os que se recuperam, mesmo com as inevitáveis cicatrizes.

Têm gente que envelhece, mas não amadurece, a gente sabe! O tempo passa, os fatos se acumulam e os anos somente vão somando. Não existe aprendizado. Quem não amadurece, nem com os solavancos da vida, perde a oportunidade de envelhecer com mais leveza e sabedoria. Segue escapando das decisões, encontrando desculpas para a falta de discernimento e de cuidado com o outro e consigo também.

Você não é o resumo do que te aconteceu, mas do que escolhe se tornar com as experiências vividas. Por isso, desejo que o tempo passe ao seu favor, trazendo leveza para as suas decisões, mostrando as opções mais assertivas e menos espinhentas. Um brinde aos recomeços, que nos permitem avançar e escolher outros caminhos e novos fins!

Não desejo passar por essa vida, sem viver, mas jamais às custas da dor de alguém! Isso never!

 


 

Neusa Medeiros escreve especialmente para a Conexão Melhor Idade.

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