
Olhando pela janela, numa época que já passou, percebo como entendo pouco sobre os desígnios, que me lançaram nesta vida. Refletindo através deste instante, que faz parte do passado, vejo momentos saboreados e outros tantos desperdiçados, em qualquer idade que já atravessei.
“A vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim”, como canta Simone. Somos feitos de vários fragmentos, uns felizes e outros nem tanto. Um lado sorri e outro chora. E nesta gangorra da vida, em que muitos se encontram, vamos buscando administrar um futuro, que nem sabemos como será. Mais um motivo para aprender com o agora.
Temos tantos lugares dentro de nós. Talvez para desvendar tudo isso o segredo seja nos conhecer mais e melhor. Saber onde abrigamos alegrias, onde estão retidas as doces memórias, e em qual lugar as tristezas podem criar raízes. “O mais importante em mim é o que não conheço”, canta Jorge Vercillo. Pois essa ‘euzinha’, da foto, que está sempre se desafiando e buscando se conhecer melhor sabe pouco, mas não se cansa de querer aprender, mesmo já tendo passado por tantos carnavais.
E como meu primeiro compromisso é comigo mesma, luto para aprender a deixar de lado os sentimentos, que não agregam valor na minha vida. Mas então, diga lá coração, como posso me livrar da negatividade? Segundo o livro O Poder do Agora: descartando-a. “Reconhecendo que não desejamos mais sofrer, nem carregar peso e deixando estes sentimentos de lado”. Valorizando o presente e reconhecendo que não temos controle sobre o tempo futuro.
Ser plena comigo mesma pode me levar mais adiante. Viver segundo os meus valores, as minhas experiências, sendo coerente com o meu querer, me lança para a vida que desejo para mim. Mesmo que muitas vezes tenha recaídas e que sinta falta de viver do outro lado da janela, como agora, desfrutando de outras paisagens, novas experiências, que ainda não saboreei, acredito na força do meu querer. Esse elixir pode ser transformador, se eu permitir que ele circule pelas minhas veias.
Tudo que vivi, mesmo com todos os desafios, foi essencial para lapidar a pessoa que me tornei. Nos ensinamentos que regem a sabedoria indiana, existem alguns caminhos para nos auxiliar a confiar e seguir com mais leveza, aceitando os desígnios, que a vida nos apresenta. São eles: a pessoa que chega é sempre a pessoa certa; o que acontece é a única coisa que poderia ter acontecido; toda mudança acontece no momento exato; e quando algo termina, termina.
É um aprendizado permanente. Quem disser que é fácil, está olhando sem enxergar. Existiram tropeços; cruzamentos perigosos; esquinas em ruas sem saída; falsos aviso de ‘siga em frente!’
Aprender a decifrar os sinais é um mantra para todas as idades. Encontrar propósito nos momentos mais desafiadores e assim mesmo reconhecer os aprendizados é maturidade. Se encantar e depois se decepcionar é para os fortes. Ninguém vem com uma bula indicando as contraindicações, então, cautela. Vá com calma, para que a alma possa agradecer e saborear esse momento, que se apresenta.
Se para isso for preciso redefinir a rota, não quero que o medo seja motivo de impedimento. Lembrando sempre: um dia de cada vez, com uma noite no meio! Atitude é tudo, pois sabemos que palavras o vento leva. E se os dias teimarem em pesar, que eu não desanime e nem desista. Está decretado: se falarem fim para mim, vou escutar recomeço.
Neusa Medeiros escreve especialmente para a Conexão Melhor Idade.
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